Mulheres Empoderadas

Por muito tempo, o mundo dos negócios foi dominado pelos homens. Enquanto a sociedade esperava que as mulheres ficassem em casa cuidando dos filhos e do marido, eles tinham passe livre privilégios e suporte feminino  para empreender. Mulheres empreendedoras simplesmente não existiam em nossa sociedade.

Apesar dos desafios que enfrentam ao ocupar espaços historicamente masculinos, as mulheres estão derrubando barreiras. Elas representam 38% dos “donos de negócio” no país. E a tendência é que esse número continue crescendo.

Inovar é parte de empreender, mas uma parte muito importante do processo é se inspirar e aprender com quem já chegou lá. trouxemos para vocês grandes mulheres que vão te inspirar.

Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, contamos a trajetória de 7 mulheres empreendedoras, à frente de  negócios de altíssimo impacto.  Você vai conhecer alguns dos maiores ícones femininos de força e determinação no empreendedorismo.

1. Luiza Helena Trajano

Como falar de grandes empreendedoras sem falar de Luiza Helena Trajano?

A Magazine Luiza nasceu como uma pequena rede familiar, no interior de São Paulo. Quando Luiza Helena assumiu a liderança dos negócios, durante a década de 90, a loja veio a se tornar um dos maiores varejistas do Brasil. Atualmente, a rede está presente em 16 estados e conta com mais de 740 lojas.

Os esforços deram frutos: os bens de Luiza já ultrapassam a marca de R$ 1 bilhão. Ela também detém o título de empresária de sucesso no Brasil, e é reconhecida como um grande incentivo para mulheres empreendedoras.

Além disso, a empresa está no ranking das “Melhores empresas para se trabalhar” há 22 anos consecutivos. Hoje, ela atua como Presidente do Conselho de Administração do Magalu e é Embaixadora Endeavor, e divide suas horas em inspirar, mentorar e investir em empreendedores e empreendedoras por todo o Brasil.

Durante seus quase 30 anos de trajetória, recebe centenas de reconhecimentos e premiações como empreendedora, empresária, mulher e líder – ficou em 1º lugar, nos dois últimos anos, como líder de negócios com melhor reputação no Brasil, de acordo com a Merco, e também como a única executiva brasileira na lista global do WRC – World Retail Congress.

Luiza Helena Trajano é um grande exemplo de liderança no Brasil, uma líder que assume sua responsabilidade em reduzir desigualdades para potencializar o crescimento do país.

2. Leila Velez e Zica Assis

Uma ex-empregada doméstica, um ex-taxista e dois ex-atendentes do McDonald’s. Todos os dias, os quatro entravam em ônibus urbanos para colar, no vidro atrás do motorista, um papel xerocado. “Se seus cabelos são um problema, nós somos a solução”, dizia o anúncio. À noite, o papel era arrancado pelos supervisores. De manhã, lá estavam eles de novo, fazendo sua divulgação.

A história dessas mulheres empreendedoras começou há 21 anos, quando Zica Assis começou a misturar produtos e matérias-primas em busca da fórmula que traria balanço a seus cachos super rebeldes. Foram incontáveis testes, que chegaram a deixar familiares carecas, até encontrá-la. Nascia o Beleza Natural, primeiro instituto especializado em cabelos crespos e ondulados do Brasil. Na época, ele era uma salinha de 30m² que recebia imensas filas na porta, tocada por quatro sócios – aqueles do início. As chances de dar errado eram grandes, mas nas palavras da presidente e co-fundadora, Leila Velez, “a gente acreditava muito em um sonho e era tudo que a gente tinha”.

As duas foram unidas pela busca por desenvolver e fortalecer a autoestima, tanto que o projeto começou de maneira muito pessoal.

Com o tempo, elas acabaram percebendo um grande espaço no mercado, deixado por grandes marcas e criaram um produto destinado para cabelos cacheados. Assim, fundaram o salão Beleza Natural.
A demanda originou a expansão do negócio, que conta 40 unidades em funcionamento e uma fábrica de cosméticos. Atualmente, o Instituto Beleza Natural é a maior rede especializada em cabelos crespos e cacheados do Brasil. Foi dado o início da internacionalização da marca, com a abertura da primeira filial
em Nova York, nos Estados Unidos.

3. Paola Carosella

Talvez você a conheça do programa culinário Masterchef, mas Paola Carosella já mostrava interesse em não seguir carreira formal já aos 17 anos, quando se formou no ensino médio. Quando começou a cozinhar, Paola entregava viandas (marmitex) em escritórios de Buenos Aires. Algum tempo depois, Paola se especializou e passou por vários restaurantes, e cansada de trabalhar para outras pessoas, após 12 anos, decidiu empreender.
Seu primeiro restaurante foi o Julia Cocina, em 2003. Depois disso, criou um dos restaurantes mais premiados de SP: Arturito.

4. Sônia Hess | Dudalina

Sônia Hess é um exemplo de empreendedora para todos os brasileiros. Afinal, ela fez a camisaria da sua família – a Dudalina – ter uma marca forte no país.

Além de ser uma referência de empreendedorismo feminino, todos podem aprender lições valiosas com sua história e estratégias que utilizou para transformar a empresa em um verdadeiro império.

Conheça um pouco sobre Sônia Hess e entenda o surgimento e ascensão da Dudalina!

Numa das idas a São Paulo para reabastecer o estoque da vendinha, Seu Duda acabou comprando muito mais do que deveria de um tecido. Prejuízo certo em uma época em que as coisas não eram tão acessíveis como hoje, o espírito empreendedor de Dona Lina assumiu o controle. Ela descosturou uma camisa que tinha na venda, entendeu como a peça era feita, contratou duas costureiras (que passaram a trabalhar no quarto dos filhos) e, naquela tarde, fizeram três peças que venderam bem rápido. Da situação, Dona Lina viu uma oportunidade e assim nasceu a Dudalina, em 1957.

Seu Duda e Dona Lina são os pais de Sônia Hess. Ela, empreendedora, ele, poeta. As primeiras lojas de Balneário Camboriú foram deles. Segundo Sônia, as tocadas pela mãe, de quem herdou a sensibilidade para os negócios, eram muito mais bem sucedidas. Com 11 irmãos homens, Sônia assumiu a presidência da camisaria fundada pelos dois e a transformou na maior exportadora de camisas do país. Perguntada se ser mulher atrapalha, ela responde que não: “o que importa é o espírito empreendedor”.

5. Helena Rizzo

Helena era modelo em São Paulo, mas trocou o mundo da moda pela culinária. Começou fazendo estágios em restaurantes e, hoje, já ganhou dois conceituados prêmios Veuve Clicquot como referência da gastronomia contemporânea: eleita como melhor chef da América Latina e como melhor chef mulher do mundo.

Além de boa cozinheira, tornou-se uma empreendedora de sucesso. Ela comanda um dos restaurantes mais famosos de São Paulo, chamado Maní. Graças ao seu sucesso, em 2015, estreou uma campanha do perfume Sí, da marca Giorgio Armani, junto a outras quatro “mulheres inspiradoras do mundo”. No ano passado, foi convidada de honra do programa Masterchef Brasil.

6. Ana Lúcia Fontes

Trabalhando há 17 anos como executiva de uma grande empresa, ela tomou uma decisão corajosa que já passou pela cabeça de várias mulheres: pediu demissão do emprego estável para procurar outro caminho que a fizesse feliz.

Ana se permitiu uma temporada para se dedicar à família e até tentou trabalhar novamente em outra empresa. Porém, acabou chegando à conclusão de que era hora de criar seu primeiro negócio.

Foi durante um curso de capacitação para mulheres empreendedoras, o 10.000 Mulheres, que Ana se deu conta de que não era a única com dificuldades de empreender. Da sua inquietação, veio a ideia: em 2010, ela criou a Rede Mulher Empreendedora, um espaço virtual dedicado ao empreendedorismo feminino.

Reunindo notícias, informações, dicas e discussões sobre o tema, a rede atua unindo e apoiando mulheres empreendedoras de todo o Brasil, já ultrapassando a marca de 36 mil cadastros no site.

 

 

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